5. Frota O investimento inicial da “Cabo Verde Fast Ferry” no primeiro ano, consistirá em dois (2) Ferry-Boats especificamente desenhados e construídos para as águas de Cabo Verde, com 45 metros de comprimento, equipado com todas as comodidades e exigências para a garantia da segurança e conforto dos passageiros.
Os barcos terão capacidade para transportar 50 toneladas de carga comercial e 158 passageiros. Serão equipados com dois motores a gasóleo, que poderão navegar nas águas de Cabo Verde a 20 nós por hora. Cada ferry poderá concluir uma viagem completa entre as Ilhas de Sotavento e Barlavento durante o dia, regressando ao porto de abrigo antes do sol-pôr.
Para além de serem extremamente económicos em termos de consumo de combustível, têm um baixo custo em termos operacionais, sendo um dos melhores atractivos deste novo barco a sua logística. Possui a combinação perfeita “passageiros / mercadorias”, e tem a vantagem de permitir que a carga comercial seja embarcada ou desembarcada do ferry através dos camiões, carrinhas ou qualquer outro transporte pesado do próprio cliente.
Há ainda a vantagem de possuir um processo rápido de carregamento e descarga das mercadorias, dentro e fora do navio, o que proporciona alta eficiência e baixo custo, tendo em conta a redução das taxas portuárias, sendo que uma operação de carga ou descarga poderá durar não mais do que 30 minutos, podendo o barco partir do cais de manhã cedo, fazer a sua rota entre as Ilhas de Sotavento ou Barlavento, e regressar a tempo de passar a noite no porto de abrigo.
6. Estudo de Mercado (Resumo) De acordo com os estudos de mercado iniciais, durante a fase de implementação, a “Cabo Verde Fast Ferry” (CVFF) transportará milhares de passageiros nacionais e estrangeiros – tráfico esse já existente no mercado, e que continua a crescer, mas que não tem neste momento possibilidade de circular pelas Ilhas devido à falta de uma ligação inter-ilhas previsível, regular e estável.
De acordo com as Estatísticas mais recentes do Ministério do Turismo, o investimento estrangeiro cresceu de 17 Milhões, em 2001, para mais de um Bilião de Dólares, em 2006. Um total de 81% desse valor foi dispendido na preparação de bases para a indústria turística, e os números continuam a subir cada vez mais alto com novos investimentos tais como o “Santiago Golf Resort” ($80 M) e o “Flamengo Golf Resort” ($60 M), ambos já identificados na Ilha de Santiago.
O “Cesária Resort”, um dos mais ambiciosos projectos turísticos do Arquipélago, promovido pelo Grupo Financeiro “Dubai’s Profile Group”, receberá 500 Milhões de Euros para o seu desenvolvimento. O custo da primeira fase do projecto está estimado em 125 Milhões de Euros e irá cobrir uma área total de 400 hectares de terreno com um Hotel de luxo possuindo 250 quartos e 1.000 Apartamentos bem como áreas de lazer.
Outro grandioso investimento promovido por Empresários Ingleses, consistirá na construção de dois (2) aldeamentos turísticos, um na Ilha do Sal (Praia da Murdeira),e outro em S.Vicente (Praia da “Baía das Gatas”), com um investimento total estimado em 2.5 Biliões de Euros. Estes dois enormes projectos turísticos incluem quatro (4) grandes Campos de Golf, ao mesmo tempo que outros estão a ser desenvolvidos no Arquipélago, bem como Marinas e enormes áreas comerciais para Shopping’s (Centros Comerciais) e Hotéis.
O Jornal Britânico “Financial Times”, publicou uma série de artigos sobre Cabo Verde na sua Edição de 13 de Novembro de 2007. A situação económica do País, a sua música e os seus ritmos tradicionais, e o retrato de algumas das suas figuras políticas mais eminentes, encontram-se entre os temas abordados nas Reportagens do “Financial Times”, que procuram iluminar, despertar e atrair os interesses de Investidores Ingleses em busca de negócios de sucesso, em direcção ao Arquipélago do Atlântico.
Um novo Aeroporto Internacional foi inaugurado na Boavista em 2007, e outro será inaugurado em S.Vicente no primeiro trimestre de 2009, o que fará perfazer um total de quatro (4) Aeroportos Internacionais no País.
Recentemente concluído, o novo Aeroporto Internacional da Praia foi projectado para receber 1.000.000 passageiros internacionais por Ano em finais de 2012.
Como a dinâmica de movimentação interna irá se incrementar fortemente, verificar-se-á um salto tremendo nos Voos domésticos, maioritariamente em viagens de férias e lazer (turísticas) realizadas por Cabo-verdianos. Ilhas como a Brava, Maio, S.Nicolau e Fogo, presentemente com limitadas opções comerciais, irão ter um enorme desenvolvimento no que toca à importação e exportação de produtos e serviços.
7. Necessidades do Mercado
Economicamente falando, os resultados são altamente visíveis em Cabo Verde, e em 2007, o investimento na Indústria Turística ultrapassou Um Bilhão de Dólares. O número de entradas nos Hotéis nacionais, cresceu numa percentagem de 20 a 25% por Ano, tendo havido um aumento de 67.000 check-in’s em 2001 para 312.880 em 2007.
A Ilha do Sal, com 60% de Check-In’s em Hotéis, é claramente o principal destino turístico do País. De acordo com Estatísticas da ASA –Empresa de Administração e Segurança Aeroportuária, S.A., pousaram na Ilha do Sal, em 2006, 15.632 Aviões, 772.660 passageiros e 2.4 mil toneladas de carga no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral. Um adicional de 47.6 toneladas de carga foram movimentadas no Porto da Palmeira, de acordo com dados da Enapor.
O Turismo é uma das principais actividades geradoras de Receitas e Emprego (principal fonte de riqueza), inseridas no Plano Estratégico para o Desenvolvimento Económico de Cabo Verde. Apesar de se tratar de uma boa estratégia de desenvolvimento e os números serem bastante expressivos e animadores para um País que apenas recentemente está a ser descoberto em termos turísticos, a verdade é que a maioria dos turistas permanece nas Ilhas de chegada: Sal, S.Vicente, Boavista e Santiago.
Para uma penetração mais rápida no mercado do transporte marítimo, e para efectivamente servir as necessidades e demandas (exigências) correntes do mesmo, durante a Fase 1 de funcionamento da CVFF, a Companhia necessitará de três (3) Ferry-Boat’s para o transporte combinado passageiros / carga, baseado em três principais rotas triangulares, além de Praia - S. Vicente:
• S.Vicente – Santo Antão – S.Nicolau – Sal
• Praia – Fogo – Brava – Maio
• Praia – Boavista – Sal
Atingindo o objectivo traçado para o primeiro ano de funcionamento da Companhia, que é o transporte de 62.000 toneladas de carga e 183.000 passageiros, a “Cabo Verde Fast Ferry” (CVFF) estará a satisfazer apenas aproximadamente 25% das necessidades correntes do mercado em termos de carga, e 50% em termos de passageiros... [
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