1. Memória DescritivaExiste, presentemente, uma oportunidade única para desenvolver um sistema de ligação marítima sólido e robusto para as Ilhas de Cabo Verde. Esta oportunidade excepcional resulta de um investimento explosivo na indústria do Turismo, por um lado, e por outro, da necessidade de conectar a Ilha da Brava com o resto do Arquipélago e de integrá-la na estratégia global de desenvolvimento traçada pelo Governo no sentido de desenvolver um transporte inter-ilhas seguro, regular e confiável.
Cabo Verde Fast Ferry, S.A., em parceria com o Governo, poderá posicionar-se no mercado transportador como uma Companhia Marítima estável, dedicada a proporcionar velocidade, conforto, estabilidade e credibilidade na satisfação das necessidades do transporte de cargas inter-ilhas, do turismo e do negócio do transporte marítimo em geral.
A República de Cabo Verde encontra-se presentemente a passar por uma experiência única de mudanças estruturais significativas em todos os sectores da Economia, e como resultado desse processo de mudança, em 2007, Cabo Verde foi promovido à categoria de “País de Médio Desenvolvimento”.
Porém, apesar do desenvolvimento positivo e o renovado optimismo prevalecente, a realidade não é a mesma para todas as Ilhas do Arquipélago, e a situação é particularmente agravada para as Ilhas de Sotavento: Maio, Fogo e Brava.
Especialistas acreditam que a Brava, a ilha mais isolada do Arquipélago, conquistará o seu lugar no xadrez económico do País, assim que o problema do transporte seja resolvido. Esta é uma oportunidade que precisa ser aproveitada, para um desenvolvimento económico efectivo e eficaz da Brava através de uma estratégia de transporte a longo prazo – válida por vários anos.
O objectivo da Companhia “Cabo Verde Fast Ferry, S.A.”, é lançar uma plataforma de ligação marítima inter-ilhas com ferry-boats construídos especialmente para os mares de Cabo Verde, e capaz de transportar simultaneamente passageiros e carga comercial.
De acordo com a estatística mais recente da Autoridade Portuária do País (ENAPOR), aproximadamente 400.000 passageiros circularam pelo País em 2007. Na Estatística da “Lloyds MIU”, feita na Cidade da Praia, sobre a frequência de carreira de navios (por Ano), a Ilha de Santiago aparece com a mais alta percentagem, com 303 operações de ferry-boats em 2006, e demonstrando um número ligeiramente superior a 100 passageiros por cada carreira marítima.
No mesmo ano, a mesma Estatística da Enapor mostra um total de 283.000 toneladas de carga transportada dentro do Arquipélago.
2. Objectivos Para uma máxima eficiência, a “Cabo Verde Fast Ferry” escolheu desenvolver o mercado em duas fases – implementação e expansão. Na fase de implementação, a Companhia prevê transportar 90.000 toneladas de carga e 235.000 passageiros durante o primeiro ano de operações, operando nas rotas de ligação entre as lhas da Brava, Fogo, Praia, Maio, Santo Antão, S.Nicolau, S.Vicente, Sal e Boavista.
3. MissãoA missão da “Cabo Verde Fast Ferry” é proporcionar soluções inovadoras, a curto e longo prazo, para o transporte inter-ilhas, estudadas para ultrapassar as expectativas dos clientes, por um lado, aumentar o valor das Acções da Companhia, por outro lado, e garantir, por último, o sucesso continuado da Companhia e da sua “família” de empregados.
4. Chaves para o Sucesso1. Elevada procura de um sistema de ligação inter-ilhas regular, confiável, rápido e confortável. Ferry-boats movidos a combustível, velozes, eficientes e construídos especialmente para águas com determinadas características específicas, como os mares de Cabo Verde, capazes de transportar simultaneamente mercadorias e passageiros a baixo custo.
2. Tendência para o aumento do investimento nas áreas do turismo e dos negócios.
3. Poderosa estratégia de Marketing – convergência entre a paixão pelos negócios e pela comunidade (preocupações sociais), com o objectivo de integrar as Ilhas num sistema de Economia unificado.
4. Empresa com Capital Social integralmente nacional; totalmente nas mãos de Empresários Cabo-verdianos de sucesso. Primeira Companhia a permitir uma participação comunitária, aliada a uma forte parceria com o Governo... [
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